Denbora  6 ordu 50 minutu

Koordenatuak 1294

Noiz igoa 15 de julio de 2019

Noiz egina julio 2019

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86 m
6 m
0
6,3
13
25,32 km

Bisitak 128, kokapena 11

Nondik gertu Caminha, Viana do Castelo (Portugal)

FOTOS DESTA E DE OUTRAS TRILHAS EM ”CAMINHANTES"

O “Caminho Português da Costa” aqui traçado segue principalmente a orla marítima a partir do burgo portuense passando por Matosinhos, Maia, Vila do Conde, Póvoa de Varzim, Esposende, Viana do Castelo, Caminha, La Guarda, Baiona e Vigo antes de se juntar com o Caminho Central em Redondela até Pontevedra. Aqui optamos por seguir a Variante Espiritual passando por Armenteira, Vilanova de Arousa e Pontecesures onde se volta a juntar com Caminho Central até à Catedral de Santiago de Compostela.

5ª ETAPA
CAMINHA - PORTO MOUGÁS


Aproveitando uma folga no trabalho retomamos por mais três dias o itinerário do Caminho Português da Costa, dando assim continuidade às etapas de 2018 que nos tinha levado até Caminha. Para retomar o “caminho” fizemos a viagem do Porto até Caminha de comboio onde chegamos por volta das 8 horas. Seguimos em direção ao Albergue Municipal de Peregrinos para iniciar a etapa que nos levará até Porto Mougás, já em terras Galegas.

Desde o albergue acompanhamos a margem esquerda do Rio Coura por alguns metros até ao Rio Minho e ao cais do Ferryboat Santa Rita de Cássia, para atravessar o Rio Minho em direção à Galiza (A Pasaxe). O horário do ferryboat Santa Rita de Cássia encontra-se condicionado às amplitudes das marés, para informação sobre o horário aqui fica o contacto telefónico 00351 258 092 564 e endereço da página web www.cm-caminha.pt. A viagem dura cerca de 15 minutos e o bilhete custa 1,50 euros por pessoa, com um suplemento de 0,50 euros com bicicleta. Neste dia o ferry estava avariado pelo que tivemos de usar o Taxi Mar, tem um custo de 5 euros por pessoa, para mais informações contactar 00351 915 955 827 ou 00351 258 401 599.

Atravessamos o Rio Minho numa pequena lancha e em pouco mais de dez minutos estávamos em terras espanholas - A Pasaxe, lugar da freguesia de Camposancos, no concelho de A Guarda. Seguimos as setas amarelas do lado de fora do porto, andamos alguns metros para a esquerda, passamos em frente do prédio do antigo internato jesuíta, em direção à Serra de Santa Tegra, mas o caminho contorna a serra… embora o percurso não passe por lá, quem quiser pode ir visitar o sítio arqueológico e o museu, no cimo da serra foi escavado um grande forte galego-romano. Se o dia estiver claro, as vistas sobre o estuário do Minho e da costa portuguesa e galega são espetaculares.

Após algumas subidas e uns ziguezagues através de uma zona florestal alcançamos a estrada PO-355, em frente a um campo de futebol, já na entrada de A Guarda. Seguimos pelo passeio da estrada em direção ao centro da cidade. Atravessamos A Guarda passando pela Praza San Marcos, Igrexa de Santa Maria, Albergue Municipal de Peregrinos e Capela da Virgen de la Guia.

A partir daqui, continuamos pela Rúa Baixada à Praia, como o nome indica, chegamos às praias do Fedorento e da Area Grande, já no final da cidade. A principal atividade desta vila é a pesca e a criação de crustáceos e moluscos. Vale a pena percorrer as ruas da cidade velha com as suas coloridas casas de pescadores, visitar a bela Plaza do Reló e a Igreja de Santa María.

No final do estacionamento da praia começa um troço quase ao nível do mar entre as rochas da costa. É uma parte da Ruta de las Cetarias, um percurso que permite conhecer esses viveiros naturais usados no passado para conservar lagostas e caranguejos; eram estruturas construídas no abrigo das rochas, onde as ondas quebram, aproveitando as marés para renovar a água, a fim de manter vivos os preciosos crustáceos durante semanas.

Um pouco antes da cetaria Redonda, as setas amarelas levam-nos a uma íngreme subida para virar à esquerda, antes de chegar à estrada, por um caminho agradável de terra através de áreas de campos e bosques de pinheiros. Finalmente, a estrada sobe de volta para a estrada PO-552. Seguimos pela ciclovia até à área municipal de O Rosal e daqui chegamos às casas de Portecelo. Continuamos pela antiga Estrada Real, voltando depois para a ciclovia junto à estrada, que é repetida duas vezes. Por fim, saímos por um caminho asfaltado em declive que nos leva à Ermita de San Sebastián, já no município de Oia.

Entramos no bairro de Arrabal, com casas de pedra e alguns bares, passamos diante do cruzeiro de la Centinela, do ano 1764 e com uma curiosa inscrição (o cruceiro era um presente do padeiro que fornecia pão ao mosteiro), um bom ponto de vista sobre o porto, a praia e o Mosteiro de Oia. Trata-se de um mosteiro cisterciense de Santa María (século XII), o único desta ordem construído de frente para o mar, num local espetacular e muito fotogénico. A igreja do mosteiro pode ser visitada durante os horários da missa ou solicitando a chave no bar-estanco. O resto do edifício, fechado à rua, está imerso numa batalha legal entre seus proprietários (uma empresa privada que quer transformá-lo num hotel e um centro de talassoterapia), o Concello de Oia e a Xunta de Galicia.

O caminho continua descendo a rampa de paralelepípedo entre a praia e o mosteiro, depois da qual viramos à esquerda para seguir um caminho de terra batida entre as paredes de pedra. Vamos desfrutar de um troço muito agradável da paisagem, com vista para os prados e campos que se estendem até a beira do oceano. No cimo de Punta Orelluda (Punta Orejuda) voltamos para a estrada e sua ciclovia, passamos pelo Hotel Glasgow e logo à frente atravessamos a rua para seguir a estrada pavimentada que ascende a um nível mais alto, com boas vistas, através de uma área com casas e pomares. Finalmente descemos novamente para a estrada, que cruzamos cuidadosamente pela passadeira. Seguimos pela ciclovia por poucos metros e viramos à esquerda por um caminho de terra, chegamos a uma praia de penedos e à foz do Rio Mougás, a qual atravessamos graças a uma pequena ponte metálica de cor azul. Depois de passar, viramos à esquerda e entramos na pequena aldeia de Porto Mougás, com casas na primeira linha da costa, local escolhido para a pernoita no Albergue Privado Aguncheiro.


FICHA TÉCNICA DA ETAPA

Inicio: Caminha
Fim: Porto Mougás
Percurso: Caminha - A Guarda - Portocelo - Oia - Porto Mougás
Extensão: 25,3km
Marcha efetiva: 5h15min
Pernoita: Albergue Privado Aguncheiro (Porto Mougás)

Informação sobre o Albergue Privado Aguncheiro
Localização: Porto Mougás, 63
Capacidade: 18 Lugares dormitórios
Contactos:
Telefones: 0034 665 840 774 | 0034 986 361 571
E-mail: infoaguncheiro@gmail.com
Página Web: aguncheiro.wixsite.com

Instalações:
1 Receção
4 Dormitórios
18 Lugares dormitório partilhado
Quartos de ocupação individual, dupla ou tripla
1 Lavandaria
1 Instalações Sanitárias com chuveiro (M&F)
2 WC´s (M&F)

Equipamentos e Acessórios:
1 Microondas
1 Maquina lavar roupa
1 Maquina secar roupa
1 Tanque
1 Estendal
1 Bar-Restaurante
Wi-Fi

AS ETAPAS
CAMINHO PORTUGUÊS DA COSTA (1ªETAPA) SÉ DO PORTO - VILA DO CONDE
CAMINHO PORTUGUÊS DA COSTA (2ªETAPA) VILA DO CONDE - MARINHAS
CAMINHO PORTUGUÊS DA COSTA (3ªETAPA) MARINHAS - VIANA DO CASTELO
CAMINHO PORTUGUÊS DA COSTA (4ªETAPA) VIANA DO CASTELO - CAMINHA
CAMINHO PORTUGUÊS DA COSTA (5ªETAPA) CAMINHA - PORTO MOUGÁS
CAMINHO PORTUGUÊS DA COSTA (6ªETAPA) PORTO MOUGÁS - VIGO
CAMINHO PORTUGUÊS DA COSTA (7ªETAPA) VIGO - PONTEVEDRA

O CAMINHO PORTUGUÊS DA COSTA

Sobre o Caminho Português, tal como para todos os outros, não se pode falar com rigor de um único caminho. O Caminho Português da Costa, que liga o Porto a outros concelhos costeiros, com a alternativa de ligação à Galiza, ultrapassando o rio Minho em La Guardia (frente a Caminha), Goian (através de Vila Nova de Cerveira) ou mesmo Tui (por Valença do Minho) era, segundo alguns historiadores, um dos eixos mais importantes para alcançar a casa do apóstolo em Santiago de Compostela, ganhando a devida importância somente na época moderna, a partir do século XV, sendo utilizado pelas populações costeiras e pelos que desembarcavam nos portos marítimos.

O Caminho Português da Costa é aquele em que a simplicidade das gentes enobrece os lugares históricos e embeleza as paisagens naturais. Cada passo é acompanhado por um suave cheiro a maresia que dá força à mente, colocando à prova o corpo, rumo ao objetivo traçado. Cada dia oferece momentos para serem saboreados e apreciados, onde a imensidão do oceano contrasta com as montanhas que delimitam o Caminho, criando um misto de emoções de suster a respiração. As gentes do mar, com a sua autenticidade, tratam o caminheiro de forma afável e orgulhosa, sem se escusarem a apoiarem cada peregrino na sua missão de alcançar o próximo marco. O Caminho da Costa tem uma espiritualidade própria, vivida de forma única por cada peregrino, o que torna cada viagem, através da natureza em estado puro, numa caminhada que tem tanto de serena como de emocionante. As montanhas de uma beleza singular cruzam os vales que refletem o brilho dos rios e riachos, refrescando assim as passadas de quem por ali passa e renasce. Após cada curva, um novo cenário idílico acompanhado pelo mar. É que só neste caminho é que se pode apreciar a relação entre as tranquilas praias e as fortes ondas do Atlântico. A aragem do mar, com o seu característico cheiro a sargaço a secar nos areais, que o mar traz e leva, compõe um quadro perfeito. Ao longo do caminho, assistimos, através destas paisagens, à personificação de muitos momentos da vida que levam o pensamento a encontrar um sentido. Pelos centros históricos escutam-se estórias sobre os que passaram, partilhadas pelas gentes que recebem. A admiração e sedução por cada momento ficam guardadas, apelando a um regresso, rápido, por este Caminho. Este é o trilho para quem procura novas sensações, que ultrapassam o corpo e aclaram a mente, através de uma viagem em que o espiritual se completa com o interesse cultural e paisagens de tirar o fôlego.

Descobre o teu Caminho...

Fonte: http://www.visitporto.travel/Lists/ISSUUDocumentos/CaminhosSantiago_CaminhoDaCosta.pdf



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