Jaitsi

Luzera

16,3 km

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349 m

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Ertaina

Desnibel negatiboa

349 m

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Nondik gertu: Lagoa do Furadouro, Santarém (Portugal)

Estacionamos aqui, junto à capela de S. José... ou será de Santo António?...
Quando aqui passei, em caminhada de peregrinação, não sabendo o nome de tão vetusta capela, busquei na Internet. Espante-se... o nome que constava no site da junta de freguesia (Santo António) divergia do nome que constava no sites de localização geográfica (São José). Em que ficamos?... Não será agora que fico a saber pois não há por aqui quem mo-lo diga.
Sigamos, talvez no regresso encontre alguém que saiba.
Jà subimos o caminho que nos leva à lagoa. Fica no cimo do Outeiro, é pequena e chamar-lhe lagoa é um exagero. Será que foi este pequeno charco que deu nome a este lugar?...
Demos a volta e já seguimos pela Rua do Marco. Uma casa em pedra serrana, com grades e portão em ferro forjado, reconstruída com gosto e simplicidade, captura a câmara do telemóvel.
Descemos a travessa do Vale da Mó, atravessamos a N349 e seguimos pela Rua do Gaio em direção à serra. O caminho, pouco utilizado, recorda tempos em que ali passava gente demandando o seu sustento e o dos animais que criava. - Eixe boi! - e parece-me ouvir o chiar das rodas do carro de bois carregando mato, feno ou estrume entre as pedras destes muros que ladeiam o caminho.
Já subimos a Serra. Lindos os maios-pequenos, com três pétalas lilases manchadas de branco, entre rosmaninho, enfeitam o caminho e a imaginação que já louva o Jardineiro que tão belo jardim aqui criou.
Por carreiro de pedras e terra vermelha, que de tão irregular toda a atenção requer, subimos a outra parte do "jardim". São agora iris de amarelo intenso que salpicam canteiros de cistus brancos e rosa e rosmaninho aos molhos . Aqui e além vão nascendo penedos negros que dão a estas serranias um tom de mistério e beleza.
O nosso olhar, pairando sobre medronheiros e carrascos, estende-se por outeiros e vales. Vislumbra-se ao longe a Vila Medieval de Ourém, lembrando a bela princesa moura Fátima, raptada em Alcácer do Sal por Gonçalo Hermigues, e que, por batismo cristão, se viria a chamar Oureana, estendendo seu encanto a estas serranias que hoje nos encantam.
Por entre medronheiros, zambujeiros e torgas chegamos ao geodésico do Penedo Gordo. Qual destes penedos negros lhe terá dado o nome?... Interrogamo-nos pois todos eles são gordos.
O jardim de sargaços e roselhas continua a acompanhar os nossos passos. Passando diante das ruínas de provável refúgio agrícola, voa o pensamento para a senda do imaginário onde existe gente cultivando uma parca parcela de terra fértil encravada entre matos, guardando um pequeno rebanho e fazendo destes frios muros, erguidos por braços cansados, o lar de aconchego da família que, ano após outro, aumentava em número de bocas pedindo o sustento que escasseia à pobreza.
O mato crescido e a falta de pisoteio obrigam a que adivinhemos caminho mas por distância curta. Vê-se de novo o trilho e sentimo-lo também nas arranhadelas do tojo passando nas pernas desnudas.
Uma placa aqui colocada segreda-nos que neste local muito calcário se queimou para obter a branca cal que da Lagoa do Furadouro seguia para toda a região estremenha e para lá dela. Inventaram-se fornos rústicos, por toda esta serra, que se contam agora em mais de trinta, e pouco mais eram que pilhas piramidais de pedra. Este é o das Feteiras. Não sei se era nome de gente ou de zona por abundância de fetos. Dúvida que se baseia na quantidade deles que neste sítio existem. Industralizou-se a arte mais tarde e construíram-se fornos no povoado que melhoraram o produto e aumentaram a quantidade produzida. Ainda são visitáveis alguns lá em baixo.
Por caminhos de terra rossa, entre tojo e rosmaninho, chegamos a um trilho que, por batismo recente, foi chamado "Trilho dos Esfomeados". Tanto que gostaria de saber porquê, mas, por aqui, as únicas vozes que se ouvem são as dos insetos que, felizmente para nós, não estão esfomeados.
Descendo entramos em zona de maior humidade, que se traduz na diferente vegetação que nos envolve. Até o folhado por aqui floresce.
Sabemos que existirá por estes sítios a Gruta do Vale Santo. Procuramos sinais entre vegetação e rochas mas sem sucesso. Atravessamos terra de cultivo, que há muito não vê quem o faça, e subimos pela outra encosta na esperança de encontrar as ruínas da Capela do Vale Santo. Em vão. Nada se parece com as ruínas do local que foi Ermida de Santo Salvador. Dizem escritos publicados que a imagem foi levada para a nova capela de Alburitel. Teriam ficado as ruínas, mas onde?... Não encontrámos.
Desistimos de procurar e seguimos encosta acima.
Voltamos a descer, agora em direção ao ribeiro do Vale, já nosso conhecido de anterior caminhada. Ávidos da frescura e beleza deste vale, saboreamos cada passo andado sem pressa. O vale fechado abre-se agora em terrenos de cultivo. Tomamos caminho à nossa direita marcado com seta azul dos "Caminhos de Fátima". Subimos, imbuídos do espírito peregrino que marca os caminhos Santos, pensando naqueles que caminham por estradas de asfalto, correndo riscos, com pressa de chegar, não sabendo que existem lugares tão santos que nos enchem a alma de prazer infinito e nos levam a usufruir todos os momentos e potenciar aquele da chegada ao destino.
Abandonamos o "Caminho santo" para seguir um carreiro que segue entre carrascos arbóreos, sobreiros e carvalhos cuja beleza nos vai conquistando o espírito a cada passo.
Abre-se o caminho e temos diante o canhão cársico da Ribeira da Beselga. Estamos a chegar à Fórnea de Fungalvaz.
Oh diabo!... a descida é difícil. Vá, vamos lá com muito cuidado... vê onde pões os pés... não te agarres a plantas que se soltam ou partem... repara bem como eu faço, onde ponho os pés e onde me agarro...
Continuo aconselhando a minha companheira enquanto vou pondo todos os sentidos no cuidar de descer com segurança. Uma tosca escada de paus, ali colocada por alguém cuidadoso, permite-nos ultrapassar um obstáculo dificilmente ultrapassável sem esta ajuda.
Bem, chegámos!... Ufa!... Descemos os penhascos cársicos desta encosta. Corremos alguns riscos mas estamos agora num sitio de incrível beleza: a Fórnea de Fungalvaz. De origem cársica a gruta apresenta duas largas aberturas, uma em cada extremo. A luz cria aqui dentro um ambiente de mistério doirado. Que bom é estar aqui!...
Temos caminho para andar. Não podemos permanecer por mais tempo. Descemos o carreiro escorregadio, talhado na encosta a pique, inventando sítios e coisas a que nos agarrar. Finalmente cá em baixo seguimos o trilho junto à ribeira da Beselga, na direção da nascente. Muitas são as vezes que por aqui passei mas as sensações são sempre tão maravilhosas como na primeira. A vegetação que nos envolve, em místico amplexo, desperta prazeres de paz espiritual. Caminhamos, esquecidos de nós, ouvindo sons e aspirando perfumes inebriantes. Há, notamos, um som que falta: o canto da água na ribeira. Esta ausência enublece o sonho espiritual que nos embala, nas logo o gorgeio melódico de um verdelhão nos esquece a falta do cantar da água na ribeira.
Passámos já, sem ter dado por isso, o caminho por onde deveríamos ter abandonado o vale. Procuramos, em vão, alternativa que nos leve. Contrariados, voltamos para trás.
Corrigido o trajeto, voltamos a caminhar na rota de peregrinação a Fátima.
Abandonámos o caminho peregrino e, deambulando, percorremos caminhos serranos. Passamos por outro forno de cal. Com mais de 200 anos, mais velho sendo que os outros encontrados, é, no entanto, o Forno Novo.
Um trilho, sinalizado em placa de madeira, diz-se da Juventude. Esperamos que ninguém nos tolha o passo devido à idade.
Os 500m finais fazêmo-los asfaltando pela N349.
Chegámos à Capela de São José ou de Santo António e ainda não é desta que ficamos a saber qual o santo que se venera por aqui, o que não impede que estejamos gratos a Deus por tão boa caminhada.
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A capela de São José

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A Poça

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Outra vista da Poça

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Gradeamento e casa antiga

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Lavatera trimestris

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Por caminho antigo

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Gynandriris (maios-pequenos ou pé-de-burro)

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Um carreiro de pedras

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Todo o cuidado é pouco

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Iris xiphium lusitanica

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Lá ao fundo o Castelo de Ourém

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Um penedo negro

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Entre medronheiros e moitas

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Qual será o Penedo Gordo

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Geodésico do Penedo Gordo

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Jardim de sargaços e roselhas

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Ruínas de refúgio agrícola

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Caminhando num jardim natural

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Iris entre aroeira

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Alguns dos poucos pinheiros que por aqui existem

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Tantas flores

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Forno das Feteiras

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Por caminho de terra rossa

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Entre tojo e rosmaninho

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Ainda não é o caso

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Uma floresta exuberante

Bidegunea

Por aqui existirão as ruínas da Capela do Vale Santo

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Seria por aqui a capela do Vale Santo?

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Um pinheiro no sítio dos javalis

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A escarpa do outro lado do ribeiro

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Tipicamente cársico

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Ainda as escarpas

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Uma nascente no meio da serra

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A pedra é uma constante deste caminho

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Por entre sobreiros e carrascos arbóreos

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Descendo para a fórnea

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A Fórnea de Fungalvaz

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No canhão da Ribeira da Beselga

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Carreiro sombreado entre vegetação cerrada

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Atravessando a ribeira

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Outro caminho pedregoso

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Onde se cozia a cal

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Grandes cabras

1 iruzkina

  • argazkia maria.alice.ligeiro

    maria.alice.ligeiro 10 jun. 2021

    Trilho com algum grau de dificuldade mas lindíssimo e diversificado.

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