Denbora  egun bat 9 ordu 10 minutu

Koordenatuak 4987

Fecha de subida 8 de mayo de 2018

Fecha de realización mayo 2018

  • Valoración

     
  • Información

     
  • Fácil de seguir

     
  • Entorno

     
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1.326 m
386 m
0
7,2
14
28,96 km

Bisitak 1582, kokapena 131

Nondik gertu Rio Grande, Bahia (Brazil)

LEIA A DESCRIÇÃO PARA MAIORES DETALHES

Travessia entre Capão e Lençois, descendo pela fenda da Fumaça até o poço, passando pela cachoeira Capivara e Palmital.

LOGÍSTICA:
Esta travessia teve como ponto de partida a cidade de Lençois. Na sexta a noite pegamos o ônibus Lençois x Palmeiras (linha Salvador x Seabra) da viação Rápido Federal. O ônibus passa em Lençois após as 19h00 e chega em Palmeiras em cerca de 40 minutos. O valor da passagem é R$11.

Antes de comprar a passagem, cheque no guichê da rodoviária de Lençois se o ônibus realmente entrará em Palmeiras. Em determinados dias e horários ele só para no trevo de Palmeiras.

Chegando a Palmeiras, é bem provável que algum motorista ofereça transporte até o Capão. Pagamos R$20/pessoa pelo deslocamento, um valor justo em virtude da distância (aprox. 18km) e das condições da estrada. Caso não consiga carro para o Capão, Palmeiras possui algumas opções de hospedagem.

No sábado, por volta das 5:45 sai uma van com destino ao Capão, no valor de R$15 por pessoa. Essa van sai das proximidades da rodoviária, onde há uma pousada bem próximo. Nesta pousada pediram um valor de R$30 por pessoa pela dormida.

O Capão possui dezenas de opções de hospedagens, de camping a pousadas de todos os tipos e valores. Seja qual for, tente chegue ao Capão antes das 22:00, pois a maior parte das pousadas fecha a recepção e não atende mais ninguém. Neste caso a alternativa é procurar pousadas e albergues onde o proprierário reside no local. Caso a opção seja camping, é só chegar e montar a barraca.

A TRILHA:

1º DIA: CAPÃO X TOCA DO MACACO: 16km

Iniciando no centro do Capão, tomamos à estrada de volta para Palmeiras, subindo a ladeira dos Campos. Em cerca de 30 minutos percorremos os 2km entre o centro e a ACV-VC, este trajeto pode ser feito em moto táxi.

Na Associação assinamos o livro e rapidamente demos início à travessia. O início do trecho de trilha é a subida da Serra da Larguinha, um aclive moderado-acentuado que se estende por 1.600 metros, até alcançar o Gerais da Fumaça, trecho mais plano, em ligeiro declive. Como estava chovendo com frequência na região, a trilha estava com diversas poças d'água e bem úmida. No trecho onde é preciso cruzar o Riacho da Fumaça, ainda próximo da nascente, foi preciso tirar as botas e atravessar uma parte alagada da trilha. A ACV-VC está construindo uma passarela no local.

Continuamos pela trilha tradicional até o mirante da Fumaça, onde chegamos cerca de 2h20 após sair do Capão e ficamos por lá por aproximadamente 50 minutos, após caminhar 7.3km. Depois de contemplar a cachoeira retornamos pela trilha tradicional até a bifurcação para Serra do Macaco (ponto marcado) e tomamos à esquerda, seguindo por uma trilha um pouco mais discreta e bem úmida (em virtude das chuvas recorrentes).

A trilha segue bem demarcada e em declive pelo Gerais, em direção à cabeceira do Rio Capivara, que cruzamos adiante. Pouco mais de 2km após sair do mirante da Fumaça, a trilha da fenda se desmembra da trilha tradicional que desce a Serra do Macaco. A bifurcação é sutil, é preciso estar atento ao terreno e também ao GPS para não passar batido. A trilha da fenda começa discreta por baixo de uma mata, passando por um vão da serra e seguindo por uma curva de nível no rumo norte.

A trilha da fenda está bem demarcada em grande parte e não apresenta bifurcações. A trilha segue bem estreita por uma encosta, em aclive. Após chegar a um lajeado, é preciso descer à esquerda e, em seguida, descer novamente por uma fenda, uma descida bem inclinada com diversos degraus de tamanho considerável. Em alguns momentos pode ser preciso retirar a cargueira para facilitar a descida. Há uma corda com alguns nós para auxiliar neste trecho. Após o fim da corda, continue descendo pela mata, seguindo para à esquerda, para contornar o paredão.

O caminho segue margeando a encosta da serra, que estará sempre à esquerda. A caminhada segue em declive até chegar a uma passagem entre as serras, que se abre à esquerda. Em forte aclive cruzando a passagem e iniciamos um declive bastante acentuado, que termina no poço da Fumaça. Em certo trecho há uma corda para auxiliar a descida. Em alguns pontos a trilha discreta se confunde com as drenagens. Não siga pelas drenagens e valetas, já que a descida por esses caminhos é escorregadia e muito acentuada.

A trilha discreta se confunde com o caminho repleto de rochas que se desprenderam e se amontoaram na encosta da serra. Como a precisão do GPS é fraca neste trecho da travessia, em determinado momento da descida optamos por descer diretamente pela rochas até interceptar a trilha tradicional da Fumaça por baixo. Ao identificar essa trilha, já próximo do riacho, deixamos as cargueiras e uma bifurcação e seguimos leito acima até o poço da Fumaça. São aproximadamente 4.8km do topo ao poço, via fenda. Gastamos 3h neste trecho, contando com as paradas.

No retorno pegamos as mochilas e seguimos por uma trilha discreta, porém bem demarcada em meio a mata, o caminho tradicional para o poço da Fumaça. A trilha segue em grande parte pela margem direita do Riacho da Fumaça (direita de quem desce). Do poço até a Toca do Macaco foram 3.2km, percorridos em 1h30. A Toca fica na margem direita do rio, uns 100 metros antes do encontro do riacho da Fumaça com o Rio Capivara.

Nas proximidades tem área para montar barraca, na toca também tem espaço para bivaque (sem barraca).

2º DIA: TOCA DO MACACO X LENÇOIS

Saindo da Toca do Macaco é preciso atravessar o Riacho da Fumaça. Entre o riacho e o rio Capivari há uma área mais espaçosa utilizada como acampamento. A partir do acampamento a trilha segue SEMPRE à esquerda do Rio Capivari, não sendo necessário trocar de margem ou pular pedras pelo leito do rio. A trilha é discreta em alguns pontos, mas está lá. Em dois pontos ela passa rente a paredões rochosos, onde é necessário ter alguma atenção (principalmente na primeira passagem).

Após 2.3km, cerca de 1h de caminhada, chega-se à Cachoeira Capivara, que fica em uma parte mais aberta do cânion e possui grande poço para banho. Com o rio cheio o acesso ao poço é um pouco mais complicado, pois é preciso atravessar para a outra margem e trepar em algumas pedras.

Saindo da cachoeira, a trilha continua pela margem esquerda do Rio Capivari (esquerda de quem desce) por algumas centenas de metros, até iniciar a subida da Serra do Palmital. A subida é curta, porém bem íngreme, sempre pela margem direita do córrego Palmital (esquerda de quem sobe). Ao final da subida chega-se a uma área de acampamento, espaçosa porém com terreno inclinado em vários pontos. Continua-se pela esquerda do córrego Palmital, por uma trilha discreta que leva à cachoeira do Palmital.

Cachoeira bem interessante, que bonita e poço bom para banho. Atenção ao mergulhar ou pular na água, pois uma laje se estende para dentro do poço, fazendo com que boa parte do poço seja rasa (ou "dê pé"). Na saída retornamos pela mesma trilha até próximo à área de acampamento, onde cruzamos o córrego Palmital pulando pedras e iniciamos outra subida de serra.

A subida é moderada a acentuada, com pelo menos um trecho "chato" pra quem está de cargueira, onde é preciso se apoiar em uma pedra pra subir em outra. A chatisse (rs) é que uma das rochas impede que a subida seja feita de frente, então é preciso subir de costas. Outra opção é tirar a cargueira rs.

Depois da subida, vem a descida em direção ao Córrego da Muriçoca. No ponto mais alto, porém, há um belo mirante com vistas para o Vale da Muriçoca, do Capivara e do Capivari, sendo possível avistar a cachoeira do Capivari, nas encostas da Serra do Bode. Mais distante também é possível contemplar a Lagoa Encantada, já no município de Andaraí.

Depois de descer ao fundo do vale é preciso cruzar o córrego da Muriçoca. A saída da mata é um pouco confusa, já que há diversas árvores caídas que tornaram a trilha mais discreta. Após cruzar o córrego tem início a subida da Serra do Veneno, com alguns degraus que pedem o auxílio das mãos.

Depois de passar o topo da serra há uma primeira descida mais importante, seguida por um trecho mais longo em ligeiro declive. Este, por sua vez, é precedido por um longo trecho em declive acentuado, até a chegada ao Rio Ribeirão. A descida tem algumas bifurcações e possui um ponto confuso, no momento em que é preciso descer em direção ao Ribeirão.

Após cruzar o Ribeirão pelo local que consideramos melhor (o rio estava cheio), seguimos em direção ao Ribeirão do Meio para então tomar à trilha de volta para Lençois, onde finalizamos o trajeto. Pelo adiantar da hora não fomos ao Ribeirão do Meio (o escorregador), mas é uma boa pedida pra quem chega mais cedo. Como é um local que costuma ter um fluxo grande de pessoas, é preciso ficar atento aos seus pertences.

OBSERVAÇÕES:
> Trilha exigente, tanto do ponto de vista físico como técnico, principalmente nas descidas mais acentuadas pela fenda;

> Travessia inserida no Parque Nacional da Chapada Diamantina, com acesso livre e gratuito;

> Iniciando pelo Capão, a trilha (de verdade) tem início após a ACV-VC, onde é feito um controle de acesso e é solicitada alguma contribuição (que é facultativa).

> Iniciar o trajeto pelo Capão tem a vantagem de ter o terreno favorável em grande parte da travessia. Recomendo neste formato.

> A vantagem de descer pela fenda é sair direto no poço da Fumaça, que é a grande atração desta travessia. Assim cortando um dia da travessia tradicional pela Serra do Macaco, que é guardado para realizar o ataque ao poço.

> Pelas distâncias e terreno bastante acidentado, onde o rendimento (km/h) é baixo, sugiro iniciar a caminhada cedo nos dois dias. Assim é possível aproveitar melhor os atrativos. Seguem nossos horários: 1º dia de 9h às 17h; 2º dia de 10 às 18h. Acredito que estes sejam os horários limites para iniciar a caminhada, para não trilhar no escuro;

> Boa disponibilidade de água no caminho, recomendo 1 garrafa por pessoa.

> Alguns pontos de acampamento no caminho. Para bivaque, sugiro a Toca do Macaco, quase no encontro do Riacho da Fumaça com o Capivara. Fui informado que a Toca da Diretoria, próximo ao poço da Fumaça, também é um local bom para bivaque (porém não cheguei a conferir o local).

> Não há qualquer ponto de apoio no decorrer da travessia. É uma caminhada tradicional de forma autônoma, onde é preciso levar todo material de camping e alimentação.

> Trata-se de um trajeto por locais remotos e de difícil acesso. Sinal de telefone somente na descida da Serra do Veneno (todas as operadoras).

> Rotas de fuga: não há. De acordo com a situação, é preciso avaliar se o melhor é retornar ao ponto inicial ou continuar até Lençois.

> Trajeto recomendado para montanhistas experientes. Se você estiver iniciando no montanhismo, o melhor é ter a companhia de alguém experiente ou mesmo contratar um guia local.

> A navegação é tranquila na maior parte do trajeto e também intuitiva. O trecho que gera mais dúvidas é a passagem pela Serra do Veneno, que possui algumas bifurcações e um trecho longo por lajeado que confunde em alguns pontos.
Pequena toca do outro lado
WAYPOINT 22
Rua José Florêncio
WAYPOINT 21
Corda para ajudar
Corda para auxiliar

6 iritzi

  • argazkia Raul Alexandre

    Raul Alexandre 09-dic-2018

    Caso eu queira seguir essa trilha com objetivo apenas de ir ao poço da fumaça por baixo e depois voltar para o capao novamente é possível ? digo, usando essa fenda pra descida eu posso usar pra voltar tambem ou existe outro caminho voltando pra o topo que é melhor ? queria fazer em 2 dias (ida/volta)

  • argazkia Hélio Jr

    Hélio Jr 09-dic-2018

    Manwick,
    o caminho pela fenda é o mais curto, se sua intenção for conhecer somente o poço da Fumaça, é a melhor opção.
    Pode seguir tanto na ida como na volta, não há qualquer problema.

  • lucas-maimone 16-ene-2019

    He realizado esta ruta  verificado  ver detalle

    Obrigado pela qualidade do track, amigo. Fiz a trilha ao inverso e só senti dificuldade em alguns trechos da subida pela fenda devido ao sinal ruim do gps.

  • argazkia Raul Alexandre

    Raul Alexandre 15-mar-2019

    Olá Helio,boa noite,pretendo fazer essa travessia saindo do capão até lencois,mas nao estou desprovido de muitos dias livres,dai gostaria de saber se conhece alguma agência de turismo ou alguma pessoa em particular que faça a logística de levar o meu automóvel para cidade de lençois,depender de onibus e transportes de terceiros para voltar a lençois para buscar o carro e dps seguir viagem iria me complicar .
    Forte abraço,
    Raul Alexandre

  • argazkia Hélio Jr

    Hélio Jr 15-mar-2019

    Olá Raul,
    você pode deixar o carro em Lençois e tomar o ônibus para Palmeiras e depois a van pra o Capão.
    Fiz a travessia Capão x Lençois por 3x utilizando essa logística e não há complicação.

    Agora, se quiser que levem o carro para você, aí recomendo ver pessoalmente lá no Capão.

  • argazkia Raul Alexandre

    Raul Alexandre 22-abr-2019

    Fiz esta trilha agora no feriado da semana santa 2019, por motivos de logística eu tive que fazer lençóis capão e por motivos de atrasos não pude conhecer a fumaça por baixo, mas o tracklog em si deu tudo certo, óbvio que em alguns momentos a trilha se perde mas com um pouco de conhecimento de rastreio de terreno você se localiza e continua a trilha, realmente não indico de maneira alguma está trilha pra amadores ou pessoas que não estão em dias com atividades físicas, muita escalamiada, muito sobe e desce íngreme, precipícios, mudanças climáticas bruscas e etc, não é atoa que é considerada uma das trilhas mais difíceis da chapada, Vale do Pati chega a ser coisa de criança em comparação.

    Muitíssimo obrigado Hélio pela a sua brilhante descrição sobre o percurso, isso foi crucial em alguns momentos, só tenho a agradecer.

    Um forte e caloroso abraço irmão, fica com Deus.
    Raul Alexandre.

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