Denbora mugimenduan  4 ordu 9 minutu

Iraupena  4 ordu 25 minutu

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Noiz igoa 5 de diciembre de 2018

Noiz egina septiembre 2018

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Nondik gertu: Casais Martanes, Santarém (Portugal)

Quem, pela A1, vem para norte, passada que seja a saída para A23, vê à sua frente o ecónoto arrife da Serra D'Aire. Esta grandiosa escarpa de falha define a transição entre o Maciço Calcário Estremenho e a Bacia Terciária do Tejo. Neste contexto encontram-se algumas das mais importantes jazidas Arqueológicas do país. Destas destacam-se as que estão ligadas à nascente do Almonda.
Várias vezes me desloquei a este lugar, não apenas porque me fascina mas também porque busco uma oportunidade de encontrar quem contribua para a minha escassa cultura relativa aos achados (sei que algures por aqui se situa a gruta da Aroeira onde João Zilhão e a sua equipa encontraram um crânio neanderthal com cerca de 40 mil anos e sei que são várias as jazidas, o que, de tão poucochinho que é, me envergonha).
Bem, comecemos então a descrever a caminhada porque se faz tarde...
Tarde era, de facto, quando começámos, o que, pelos kms que tencionávamos fazer, augurava um final já escuro. Parámos o carro no parque junto à fábrica 1 da Renova. O Almonda aparece aqui como se dentro da fábrica nascesse. Nasce por detrás e não chega decerto aqui como entrou. As notícias disso vão dando eco. O papel que vai limpar o "sim senhor" já sujou a água que corre neste belo rio. É pena que assim seja.
Os salgueiros sombreiam as águas que mostram o leito numa transparência de vidro colorido. É bonito mas não sendo bom deixa de o ser. Vamos à volta pela ponte, seguimos na direcção de Moinho da Fonte e, quando termina o asfalto, continuamos pela estrada de terra batida.
O cenário parece agora saído de um filme de suspence: um alto e velho edifício, janelas escuras com alguns vidros partidos, fiapos espalhados por todo o lado, aberturas sombrias sem portas, um ruído surdo e cadenciado que ressoa nas paredes desbotadas pelo tempo...
Chegámos à parte de trás da fábrica. Uma represa, em tons de verde esmeralda, está protegida por alta rede de arame. A rede barrava-nos a passagem mas a porta aberta convidava à aventura.
Um casal, com ar de quem vinha do banho, sobe por passagem ao lado. Nós entrámos e equilibrando-nos pelos muros da represa apreciámos o colorido da flora subaquática, as cachoeiras artificiais e o gigante painel fotográfico não entendendo a quem se dirige a publicidade. Saímos e enfrentámos o arrife. Um íngreme carreiro levou-nos encosta acima. A primeira jazida Arqueológica mostra os baraços de referenciação geometricamente dispostos em quadrículas sobre a área de prospecção. Mais acima uma construção recente envolve a gruta. Não tendo quem nos elucide ficámos sem saber se terá sido aqui que foi descoberto o crânio de Neanderthal com cerca de 40 mil anos. Havemos de voltar com quem nos possa iluminar o conhecimento. Entrámos com todo o cuidado e respeito. Afinal este é terreno sagrado.
Deixámos a gruta e subimos para o planalto. Dali até ao CISGA (Centro de Interpretação Subterrânea da Gruta do Almonda) é um labirinto de estreitos carreiros de Terra Rossa por entre aroeira, trovisco, carrasco, murta, zambujeiro, algumas oliveiras e pinheiros.
Os edifícios do CISGA estavam fechados. Ninguém por ali havia também que nos pudesse dar uma aula de espeleologia. Sabemos que por aqui se acede à grandiosa gruta por onde corre o Almonda antes de nascer (!!!). Esta é a gruta portuguesa com o mais longo conjunto de galerias. Mesmo que pudéssemos não teríamos tempo para a visitar. Voltaremos um exclusivamente para esse fim.
Seguimos então em direcção à serra. Atravessámos a estrada e entrámos num carreteiro ladeado de medronheiros, murtas e aroeiras. Por um estreito carreiro, onde os lapiás aparecem com frequência e exuberância, atingimos a zona da pedreira desativada de onde o panorama é de sonho. Avistam-se os campos da lezíria desde Abrantes a Santarém.
Não demorámos por termos ainda muito caminho para andar.
Logo ali tem início o "Trilho do Vale do Fojo". Este belíssimo trilho de montanha reveste-se de uma exuberante vegetação de arbustos arbóreos que fo
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As cores que a água tem

O Almonda parece nascer dentro da fábrica. Damos a volta e encontramos a nascente. A água é transparente mas de um corrido de vitral.
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Oliveira centenária perto do campo Arqueológico

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Terreno sagrado. Por aqui viveram os nossos mais remotos antepassados

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Carreiro na Terra Rossa

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Todas as direcções e outras informações

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Carreiro difícil. Cuidado onde pões os pés.

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Por entre moitas e pinheiros

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Esqueleto em decomposição

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2,2 kms sempre a subir

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Pela beleza do Vale do Fojo

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Belos bancos para descansar

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Atravessando o lapiás

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Uma aberta para olhar para trás e ficar de boca aberta e alma cheia

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Só falta metade da subida

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O sol aqui não chega só lá em cima

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Então vamos lá pró Vale Garcia

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Descendo o Vale Garcia 1

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Descendo o Vale Garcia 2

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Descendo o Vale Garcia 3

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O sol já passou para lá da Serra

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A natureza cria formas bizarras

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Os lapiás negros

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O forno da call (?)

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Mais lapiás

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O sol já se põe

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Que jardim bem cuidado

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Quase noite cá em baixo

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E pronto, anoitece mesmo.

3 iritzi

  • argazkia rapariga caminhante

    rapariga caminhante 01-mar-2019

    Ibilbide hau egin dut  egiaztatua  Ikusi gehiago

    Percurso muito bom!

  • argazkia Delfim Nobre

    Delfim Nobre 12-jun-2020

    Ibilbide hau egin dut  Ikusi gehiago

    Percurso Top! Mais uma generosa partilha das belezas da Serra por quem a conhece muito bem.
    Muito obg e um forte abraço, amigo Joaquim!

  • argazkia j.jesus

    j.jesus 13-jun-2020

    Obrigado, amigo Delfim. Um dia havemos de fazer as "varandas"

Nahi izanez gero edo ibilbide hau