Jaitsi

Desnibel positiboa

208 m

Zailtasun maila

Ertaina

Desnibel negatiboa

208 m

Gehieneko garaiera

388 m

Trailrank

55

Gutxieneko garaiera

160 m

Ibilbide mota

Zirkularrak

Denbora mugimenduan

2 ordu 41 minutu

Iraupena

2 ordu 53 minutu

Koordenatuak

2068

Noiz igoa

30 de abril de 2021

Noiz egina

abril 2021
Izan zaitez lehena txalotzen
Elkarbanatu
-
-
388 m
160 m
11,53 km

Ikusita 61 aldiz, jaitsita 2 aldiz

Nondik gertu: Vale Figueirinhas, Leiria (Portugal)

Estacionamos o carro mesmo aqui onde acaba a Ecopista. Ainda não colocava a mochila e já o meu mau hábito de pensar sobre o nome que às coisas é dado me levou a questionar:
Eco?... eco porquê?... recordo as primeiras vezes que por aqui caminhei. O que hoje é um tapete de saibro era um caminho de brita grossa onde outrora assentaram as chulipas que suportavam os carris da Linha Mineira do Lena. Mais que uma vez vi raposas e texugos por aqui deambulando; Outras vezes me assustei com o barulho repentino dos bandos de perdizes levantando voo; comi medronhos dos abundantes medronheiros que pendiam para a "linha", rastejaram cobras e sardões à minha frente: escutei, no silêncio, o gorgeio dos pássaros... Quem vê ou ouve isso por aqui hoje?... no entanto encontram-se plásticos que vieram a embrulhar sanduíches ou "bolicaos"; encontram-se garrafas de água e até de cerveja; encontra-se gente ruidosa que nem imagina o que quer dizer ecologia. Muito se perdeu mas será que alguma coisa se ganhou?... Sim! Ganhou-se uma via pedonal panorâmica para uma paisagem lindíssima; ganhou-se a acessibilidade; ganhou-se um espaço de exercício físico; ganhou-se uma maior simbiose entre gente e natureza... será o balanço positivo?... talvez.
Entrámos na Ecopista e logo cortamos à direita antes que o rebanho de cabras e ovelhas, que ali vem, se aproxime. Descemos o carreiro pedregoso, passamos as ruínas de uma velha casa e questiono-me como terá sido viver aqui.
Invernos suportados ao calor da lareira que nunca se apagava; noites debaixo de mantas de lã; verões de portas e janelas abertas...
Curvamos à direita para pouco depois,, subindo à esquerda, trilharmos o carreiro que sobe às penas e passar para o outro lado do morro. Descemos por vereda íngreme e um estradão de terra batida é agora o nosso caminho. Logo ali está uma antiga fonte de chafurdo. Terá servido o povo do Serro antes de existir a "Barragem" que só começou a funcionar nos anos 60 do século passado. Seria estopada séria descer aqui abaixo e voltar a subir de cântaro cheio. Entramos num caminho sombreado por carvalhos, penedos e carrascos.
Maravilhoso caminho enfeitado de flores. As vermelhas dedaleiras e bocas-de-lobo, as roselhas naturalmente da cor que lhes deu o nome, as doirada giestas que já atapetam também o caminho, as madressilvas exalando um inebriante perfume, os alvos sargaços, irmanados com as roselhas mas menos exuberantes e tantas outras que vão enchendo de cor a nossa alegria.
Descemos o vale até Figueiredo, onde os comboios curvavam para começar a subir a serra.
Curvamos também e seguimos igual caminho.
Imaginamos o primeiro comboiozinho a vapor, bitola de 60 cm, subindo a passo de caracol até às minas e no regresso carregadinho de carvão, umas vezes deixando a carga na central termoeléctrica de Porto de Mós (de que ainda resta de pé o grande tanque de refrigeração) outras carregando o de melhor qualidade até à Martingança destinado às fábricas de cimento da Maceira e de garrafas da Marinha Grande.
Passamos a Pedreira das Mós. Desativada agora deixa uma ferida incurável na encosta porque se não previu atempadamente a reabilitação do espaço.
Um cheiro forte e pouco agradável entra narinas dentro. A causa vêmo-la de seguida: uma criação de javalis na encosta à direita do caminho.
Serra acima e horizontes dilatando-se para nosso contentamento. A serra Galega à direita e o Alqueidão da Serra ao longe; o Vale do Lena estendendo-se até à Batalha; ao fundo a Maúnça e a Barrosinha; ali o Castelo e o moinho por cima do bairro de S. Miguel; Porto de Mós com o jardim à beira do rio;...
Chegámos à grande curva da Corredoura. Um parque de merendas, com pinheiros mansos sombreando mesas e bancos, aguarda melhores dias para convívio e merendas.
Estende-se agora a nossa vista até ao mar. S. Jorge, Chão da Feira, Moitalina, Cruz da Légua, Cumeira,... Tudo terras onde a cerâmica foi durante longos anos a base económica das suas gentes. Hoje observamos, de pé ainda, as altas chaminés feitas de "tijolo de burro". Tenho uma mania, confesso. Quando aqui chego conto as chaminés, e digo-vos: já passa de uma dezena as que fui deixando de ver.
À nossa esquerda, lá em cima, permanece um moinho de pé e umas casinhas redondas que também foram moinhos em tempos passados. O Moinho que se pode dizer que ainda o é, é o Moinho dos Francos ainda que o mastro se apresente nu, sem velas, sem varas e sem escotas. Parece condenado. Mais dia menos dia aparece alguém que o compra e deixará de ser moinho. Recordo pesaroso a primeira vez que o visitei: o senhor António, com paciência e simplicidade, foi-nos contando, pormenorizadamente, a função, o modo de utilização e o nome de cada equipamento ou parte do Moinho. Girou o capelo com o sarilho, desenrolou as velas, prendeu-as às escotas, destravou a entrosga, o mastro começou a girar e, com ele a "andadeira". Abriu a corrediça e o grão começou a cair do "tegão" pela "quelha". Segunditos depois aparecia a farinha branquinha a cair por debaixo do panal. Foi uma lição de história tão vivida que jamais esquecerei.
Chegámos aos túneis. Os dois foram um apenas. O aluimento no meio é que o transformou em dois. Se estas pedras falassem haveriam de contar histórias de dor e conquistas. Haveriam de nos dizer que o túnel foi aberto à força de suor, coragem e grossos calos nas mãos feitos a bater na rocha com picaretas porque dos dois martelos pneumáticos, ali utilizados, raramente havia um que funcionasse.
Deixamos o túnel para trás e vamos caminhando e parando ao ritmo da vontade de usufruir e da necessidade de chegar.
Passamos por fora dos "desfiladeiros" por carreiros alternativos porque a paisagem é mais apelativa que os altos paredões.
Parando (pela n-ésima vez) em cada "Estadia" ao longo do percurso chegamos ao local onde deixámos o carro há meia hora atrás... ou terá sido há mais tempo?...
Que bem que foi passada esta tarde primaveril!
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O caminho pedregoso que desce ao vale

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As velhas ruínas que me interrogam

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Entre flores e muros de pedra

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Subindo para as penas

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Subindo por um belo carreiro

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Passando as penas

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Descendo entre montanhas

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No caminho do vale

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A fonte de chafurdo e as dedaleiras

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Um frondoso cerquinho

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Penhascos entre carrascos

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Ouro sobre verde

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Um caminho de flores

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Quando se passa por baixo de um cerquinho olhar-se para cima

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A maior desgraça que aqui foi plantada (na minha opinião, claro)

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A Pedreira das Mós

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Os medronheiros e os carvalhos ladeiam o caminho por onde outrora subiam comboios

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Porto de Mós ao longe e a Manhosa ao perto

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Criando javalis na serra

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Mais perto da linda vila

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Na curva da Corredoura

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No parque de merendas da curva da Corredoura

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Os Moinhos da Pevide

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Informação sobre a planície da Cruz da Légua e sua ancestral indústria

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O Túnel

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Na 'Estadia do Túnel'

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As Oliveiras na 'Estadia dos Túneis'

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'Estadia' de Porto de Mós

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Pequeno painel informativo

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Estadia da Pedreira das Mós

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Com o Picoto de Serro Ventoso à nossa frente

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Estadia de Figueiredo

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No carreiro sobre a curva do 'desfiladeiro'

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Aspeto do carreiro alternativo

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Pormenores de uma rocha curiosa

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O segundo 'desfiladeiro'

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'Estadia' da cascalheira

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Novo 'sítio' em construção

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Vista do Serro Ventoso

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Outro carreiro alternativo

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Foto

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Cabras e ovelhas em propriedade particular

Kokapenaren inguruko iritzi eta galderak

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